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O que realmente vale a pena

O ano era 2015, por mais que pareça fazer uns 50 anos, não faz tanto tempo assim.

Após passar pela transição capilar e ter decidido não mais passar pelos alisamentos, escovas e pranchas, acabei sendo influenciada por algumas amigas a criar um blog. Escrevi muitos textos, passava horas pesquisando temas para escrever com consistência, me empolguei e me entreguei de corpo e alma.

Naquele mesmo ano, conheci algumas pessoas que acabaram me convencendo de que o blog talvez não fosse tão interessante mais em 2015, mas que os vídeos eram a bola da vez ( no fundo elas estavam certas e hoje percebo o quão influenciável eu sou). Com muita dificuldade, devido à timidez e a falta de destreza com a câmera fui me adaptanto à realidade dos vídeos e por mais incrível que pareça, cerca de seis mil pessoas gostaram do que viram e decidiram me seguir (para o YT um número ridículo, mas eu considero um número grande).

Agora o ano é 2020. Numa noite de devaneios, acabei por pensar no quão difícil foi passar por tudo isso para conseguir ter acesso ao mundo dos blogs e youtubers, com o objetivo de conseguir ser ao menos um pouco relevante. Quantas vezes me senti humilhada, menosprezada ecom o sentimento de que este lugar ao sol não foi feito para mim (talvez realmente não seja)?

Frustações, caos e um pouquinho de tristeza

Depois de três anos, passei a produzir menos, os conteúdos começaram a ser cada vez mais esporádicos. Talvez meu corpo já dava sinais de que algo não estava indo bem, mas não ouvi o pedido de socorro. Apesar disso, também tenho boas recordações, porém a pergunta que martela minha cabeça é: valeu a pena?

A exaustão, as frustrações constantes, decepções por não conseguir atingir o que diziam ser o número ideal para ser relevante, até o adoecimento mental e físico.

Ah, mas não é possível que as pessoas adoeçam por causa de youtube e blog. Sim, é possível. Pode acreditar.

Apesar de tudo, confesso que nos últimos tempos tenho tentado me concentrar no lado positivo ds vida, mas ainda não sei dizer se o aprendizado que adquiri nesse período foi maior que a dor sentida.

A frustração por não ter consiguido seguir e construir um pouco mais ainda é real, de vez em quando aparece para me atormentar e acredito que ainda permanecerá por algum tempo, mas atualmente percebi também que no final do dia eu só quero ter paz.

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