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Série Leia Autores Negros – Conceição Evaristo

Conceição Evaristo, escritora nascida em 1946 em Belo Horizonte.

“A mulher negra, ela pode cantar, ela pode dançar, ela pode cozinhar, ela pode se prostituir, mas escrever, não, escrever é uma coisa… é um exercício que a elite julga que só ela tem esse direito. (…) “

Inspirada pela mãe que sempre anotava suas memórias cotidianas da favela, a autora descreve o cotidiano das mulheres negras, além de relatar diferenças sociais e de gênero.

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Além de escritora, Conceição Evaristo atua como militante e é mestre em Literatura Brasileira pela PUC-MG e doutora em Literatura Comparada pela UFF.

As obras publicadas pela escritora, são:

  • Ponciá Vivencio (2003) Traduzido para o Inglês
  • Becos da Memória ( 2006)
  • Poemas de Recordação e Outros Movimentos ( 2008)
  • Insubimissas Lágrimas de Mulheres – Contos (2011)
  • Olhos D’água (2014)

Participações em antologias

  • Cadernos Negros (Quilombhoje, 1990)
  • Contos Afros (Quilombhoje)
  • Contos do mar sem fim (Editora Pallas)
  • Questão de Pele (Língua Geral)
  • Schwarze prosa (Alemanha, 1993)
  • Moving beyond boundaries: international dimension of black women’s writing (1995)
  • Women righting – Afro-brazilian Women’s Short Fiction (Inglaterra, 2005)
  • Finally Us: contemporary black brazilian women writers (1995)
  • Callaloo, vols. 18 e 30 (1995, 2008)
  • Fourteen female voices from Brazil (EUA, 2002), Estados Unidos
  • Chimurenga People (África do Sul, 2007)
  • Brasil-África
  • Je suis Rio, éditions Anacaona, juin 2016.

Conceição é muito comparada à Carolina Maria de Jesus pelas formas parecidas de escrever, numa literatura que expõe seus cotidianos e a relação com a realidade da Favela.

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Conceição não acreditava, segundo a mesma disse em várias entrevistas, que a militância tivesse espaço no mundo acadêmico, pois até então atuava em movimentos sociais. Desde que partiu para os estudos, se permitiu militar dentro da academia e em seus textos.

“Hoje eu não tenho nenhuma dificuldade, eu tenho certeza que a academia é um espaço de militância também. Aquela questão de ‘saber é poder’. Eu tenho certeza que a academia é um lugar de militância, eu acho que as pessoas oriundas das classes populares, elas têm que estar dentro da academia. Você tem que levar um outro discurso, um outro posicionamento, formas de saberes diferenciados, porque senão a academia vai continuar sendo… os produtores de saber serão sempre das classes privilegiadas. Hoje eu não tenho nenhuma dificuldade de encarar a academia como um espaço meu, que eu tenho que estar lá dentro com uma outra postura. (Evaristo, 2013).”¹

Leia autores negros! Leia Conceição Evaristo.

_________________________

Referências

¹“Escre(vivência)”: a trajetória de Conceição Evaristo. MACHADO, Bárbara Araújo.

http://goo.gl/mvy9dg

Nossa Escrevivência

http://nossaescrevivencia.blogspot.com.br/

Templo Cultural Delfos

http://www.elfikurten.com.br/2015/05/conceicao-evaristo.html

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